quarta-feira, 22 de abril de 2009

Coisa do demôinhu!

Lendo o livro Saci-Pererê, o Resultado de um Inquérito (1918), uma compilação de histórias do 'tinhosin', por Monteiro Lobato, encontrei na página 129, um ótimo parágrafo.

Ofereço tal achado a grandes amigos meus.

Aquele Abraço!


Trecho do Depoimento do Sr. Fabrício Junior.

"Há na minha terra uma casa onde antigamente funcionara uma loja maçônica; nós os meninos e as velhas beatas jurávamos convictos que aos sábados e sextas-feiras um bando de Sacis, mulas-sem-cabeça e lobisomens em companhia dos maçons iam ali cear e dançar. Ceavam carnes de crianças, os pratos eram crânios ainda cheios de vermes, os garfos mãozinhas de anjinhos resequidas, já o vinho para o brinde era sangue das mulheres e dos filhos dos maçons. Quem preparava a ceia era a Maria Clara, velha papuda e mandingueira. Presidiam o festim um enorme bode preto e um Saci-saperê, que sempre acabava tentando seus confrades maçons e seus parentes."


Leia a resenha do livro no Culturanja.

Um comentário:

Ana Cláudia disse...

Oo
Gentchi, fica lendo essas coisas vai ter pesadelo menino!
Tabunito o perfil hein!?
Uia!